António Avilez primo de Maria João comentador da SIC Notícias e, por sua vez, primo da defunta.
A Dra. Maria José Nogueira Pinto era uma mulher de fibra, foi uma perda para a Democracia, era uma Senhora de convicções. Não se demovia por simpatias ou por sorrisos. Dizia aquilo que lhe apetecia no bom sentido vertical Democrático respeitando os seus opositores ideológicos, mas travando sérios debates parlamentares por vezes inflamados mas nunca devassados por palavras ocas ou senis ou infectadas por palavras de injúria aos seus adversários políticos. Portugal vai sentir a sua falta. Agradeço a Deus ter conhecido tão grande Senhora. Nos patamares da Honra será certamente lembrada no pensamento dos Homens Bons. No dia do velório, Campo Grande 398, encontrei muitas figuras públicas entre elas o meu querido General Vasco Rocha Vieira, o último Governador de Macau. Questionei-o lá dentro: "Como está Meu General?". Ele já não me conhecia. Disse-lhe: "Fiz banquetes para o Senhor General, o Sr. Presidente da República Dr. Mário Soares, para o Senhor Governador de Hong-Kong Chris Patten, para o Senhor Sr. Stanley Ho e para o Governador do Banco Macau-China e o General exclamou: "Ah, já me lembro".
À saída do Palacete indaguei-o outra vez: "Meu General, já não nos vamos encontrar mais em vida". Quando uma voz lhe disse: "General, como vai?" era Isabel de Herédia a Duquesa de Bragança. Repentinamente virei-me de lado e dei de caras com tão Grande Senhora. Eu como sou bom de palavra disse-lhe: "Soberana Senhora" - dando-lhe um beijo na mão e fazendo-lhe uma vénia com o pé esquerdo atrás. Certamente ela num gesto simples ganhou mais um simpatizante da Monarquia. Disse ao General: "Ando a escrever o meu terceiro livro, posso ler para o General aquilo que escrevi para Maria José Nogueira Pinto?". "Então leia lá". Eu lá li o texto publicado. No fim perguntei: "Gostou, meu General?". Olhou-me nos olhos e de uma simplicidade disse: "Gostei". "O General pode dar-me um autógrafo numa folha do livro que ando a escrever?" Ele comentou: "Dou-lhe um autógrafo numa folha em branco, não dessas escritas que você tem aí".
A Dra. Maria José Nogueira Pinto era uma mulher de fibra, foi uma perda para a Democracia, era uma Senhora de convicções. Não se demovia por simpatias ou por sorrisos. Dizia aquilo que lhe apetecia no bom sentido vertical Democrático respeitando os seus opositores ideológicos, mas travando sérios debates parlamentares por vezes inflamados mas nunca devassados por palavras ocas ou senis ou infectadas por palavras de injúria aos seus adversários políticos. Portugal vai sentir a sua falta. Agradeço a Deus ter conhecido tão grande Senhora. Nos patamares da Honra será certamente lembrada no pensamento dos Homens Bons. No dia do velório, Campo Grande 398, encontrei muitas figuras públicas entre elas o meu querido General Vasco Rocha Vieira, o último Governador de Macau. Questionei-o lá dentro: "Como está Meu General?". Ele já não me conhecia. Disse-lhe: "Fiz banquetes para o Senhor General, o Sr. Presidente da República Dr. Mário Soares, para o Senhor Governador de Hong-Kong Chris Patten, para o Senhor Sr. Stanley Ho e para o Governador do Banco Macau-China e o General exclamou: "Ah, já me lembro".
À saída do Palacete indaguei-o outra vez: "Meu General, já não nos vamos encontrar mais em vida". Quando uma voz lhe disse: "General, como vai?" era Isabel de Herédia a Duquesa de Bragança. Repentinamente virei-me de lado e dei de caras com tão Grande Senhora. Eu como sou bom de palavra disse-lhe: "Soberana Senhora" - dando-lhe um beijo na mão e fazendo-lhe uma vénia com o pé esquerdo atrás. Certamente ela num gesto simples ganhou mais um simpatizante da Monarquia. Disse ao General: "Ando a escrever o meu terceiro livro, posso ler para o General aquilo que escrevi para Maria José Nogueira Pinto?". "Então leia lá". Eu lá li o texto publicado. No fim perguntei: "Gostou, meu General?". Olhou-me nos olhos e de uma simplicidade disse: "Gostei". "O General pode dar-me um autógrafo numa folha do livro que ando a escrever?" Ele comentou: "Dou-lhe um autógrafo numa folha em branco, não dessas escritas que você tem aí".




Estarei sempre grato à Cidade Santo Nome de Deus de Macau.
Disse ele: "É mais difícil esconder a ignorância do que adquirir conhecimentos"
François Rabelais (1483-1553)
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