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HISTORIA REAL DO MEU COLEGA

quarta-feira, 3 de agosto de 2011



 






















Trabalhei no Orient Express depois de ter trabalhado na Sociedade Abastecedora de Aeronaves no Figo Maduro sendo dos primeiros trabalhadores a sair devido a motivos de ordem higiénica e vistoriados pela Actividade de Inspecções Económicas entrando em litigioso com a gerência, meu mestre pasteleiro depois administrador o Sr. João Carlos. Que a Terra lhe seja leve. Estive sete meses no Paquete PERMANENTEMENTE. Eu era o Chefe de Pastelaria. Nessa altura passava na televisão o "Barco do Amor". Foi um trabalho feliz de vinte ou trinta cidadanias do mundo falava-se o inglês mas nas cozinhas era o italiano. Um dia o meu Chefe Carlo diz para mim: "Domenica prende burro na cambuza pra fazer pudim de Natale". O meu italiano era pouco. Disse: "Não capitche". Ele retorquiu: "Porca Madonna, Mama mia". Perguntei ao cortador das carnes que era português e ele lá me deu umas dicas. Outro dia ele aprontava um gelatto de limone com cereja e panna e ele disse para mim: "Carlo, prende um ventallo". "Chefe, não capitche". Ele retorquiu: "Porca madonna, um ventallo, um ventallo". Ora o que era um ventallo: Um triângulo da língua da sogra. Outro dia ele me disse: "Carlo, teu regaço?" Eu disse: "Não sei, Chefe.". Quando o meu ajudante chegou ele disse-lhe: "Tu onde foste?" "Fui fumar à Proa." "Pediste licença a teu Chefe?". O velho marinheiro lhe respondeu: "Tu tens merda na cabeça ou quê?"

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