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José Afonso - Cantigas do Maio

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

 


































JOSÉ Manuel Cerqueira AFONSO dos Santos, nasceu em 2 de Agosto de 1929, em Aveiro.

A sua infância começou por repartir-se entre Aveiro, Angola e Moçambique, tendo em 1938 ido residir para Belmonte. Entre 1940 e 1953 a sua vida decorre essencialmente
em Coimbra, com a frequência do Liceu Normal D. João III e da Faculdade de Letras de Coimbra (Ciências Histórico-Filosóficas).
Integrando-se no Orfeão Académico de Coimbra e na Tuna Académica da Universidade de Coimbra, José Afonso começa a destacar-se no campo do chamado Fado de
Coimbra como um intérprete de invulgares qualidades e com preocupações novas, reflectindo o ambiente de mudança que se começava a respirar em Coimbra.

Cumpre serviço militar entre 1953 e 1955, findo o qual lecciona sucessivamente em Mangualde, Alcobaça, Aljustrel, Lagos e Faro.

Não perde todavia a sua ligação com Coimbra, onde grava, em 1958, o seu primeiro disco. Começa, então, a falar-se numa forma evolutiva do Fado de Coimbra: a "Balada"
ou "Trova", movimento que conhece um impulso decisivo com a eleição, em 1960, de uma lista representativa da «esquerda académica», encabeçada por Carlos Candal, para
a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra. O convívio com homens como Louzã Henriques, António Portugal, Flávio Rodrigues, Manuel Alegre e Adriano Correia
de Oliveira, nomeadamente, confere à obra «coimbrã» de José Afonso as preocupações básicas que originam a "crise de 1962".

Entre 1964 e 1967, José Afonso permanece em Moçambique com seus dois filhos e Zélia, sua companheira, leccionando em Lourenço Marques e na Beira.

Desenvolve intensa actividade de natureza política, em pleno contacto com sa ideias independentistas, atitude que começa a fazer incidir sobre ele, de forma mais acentuada,
a "atenção" dos algozes do regime fascista-colonial.

Em 1967 regressou a Portugal, fixando-se em Setúbal onde, após um período de doença, é informado da sua expulsão do ensino, o que o força a viver de explicações.

Dedica-se ao canto, apoia numerosas colectividades e associações populares e desenvolve intensa actividade política na área da "LUAR".

Após o 25 de Abril de 1974, José Afonso assume a liberdade de uma forma plena, inebriante e intensamente fraterna. Realiza milhares de sessões, apoia as mais diversas lutas.

Realiza várias sessões no estrangeiro, nomeadamente Brasil, França, RFA, Moçambique e Angola. É reintegrado no ensino.

JOSÉ AFONSO faleceu em 23 de Fevereiro de 1987.

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